segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

À PROCURA DA NOSSA NOVA CASA...

Pois é... sempre dissemos em tom de brincadeira que um dia iríamos escrever um livro acerca das nossas aenturas em Évora, pois de facto a nós tudo nos acontece, conforme prometido cá está o nosso livro que com certeza irá arrancar garantidamente muitas gargalhadas a quem o ler..

Cá vai então a nossa segunda aventura...

Eis chegado o momento de conhecermos as nossas futuras instalações, nas quais iríamos passar os próximos tempos nesta cidade que há bem pouco tempo nos parecia tão longínqua nos nossos horizontes... Depois de alguns contactos telefónicos, lá surgiu finalmente a casa que nos PARECEU oferecer as melhores condições e a maior independência, foi-nos descrito que teríamos um andar só para nós, com total independência, uma casa fabulosa, plenamente equipada. A senhoria com a qual falamos pelo telefone mostrou-se sempre afável e simpática, esta pereceu-nos uma boa opção, deveriamos era ter imaginado que seria bom demais para ser verdade.
Voltemos agora à tempestade, e à monumental chuvada com que fomos recebidos nesta magnífica cidade, Évora.
Depois de estarmos basicamente molhadas da cabeça aos pés, dirigi-mo-nos a um cafezinho, onde nos encontramos com o nosso futuro senhoria, um senhor muito bem apresentado, distinto e bem educado, que nos levou a conhecer o palácio que nos tinha sido descrito.
Quando chegamos encontramos então uma casa comum e esperava-nos à porta uma senhora que media pouco mais de palmo e meio, com um cabelo enorme todo emplumado, verborreica até dizer chega...
Depois da senhora finalmente se conseguir calar, a primeira coisa que vi quando a porta se abriu foi um lance de escadas íngreme que não tinha fim. Subimos, subimos e no cimo encontramos o andar onde vivia a senhoria. Esta, fez questão de nos apresentar todos os recantos da sua casa (era daquelas cheias de bonequinhas, altares, flores artificiais por todo o lado e porcelanas de todas as cores) que seca! Eu só pensava quando chegaria a hora de finalmente conhecermos o nosso andar. Foi aí que finalmente ela nos levou a um recanto da sala onde, tapado por um cortinado, se encontrava mais uma escadaria, ATÉ QUE ENFIM!
Mas... para meu espanto... quando subimos essas escadas estavamos, nada mais nada menos do que no sótão. Fiquei possessa. Mas afinal não era um andar? Totalmente independente?Pensei então para comigo, tem calma, pode não ser assim tão mau como parece...
A senhoria abriu então uma porta, onde se encontrava a nossa cozinha, o espaço era tão pequeno, e estava tão cheio, de armarinhos, de espelhinhos e divâs; ao centro, a mesa da cozinha não era mais do que uma camilha, mas o que mais me deixou incrédula foi ver a um canto o fogão, NÃO VÃO ACREDITAR, era um fogão eléctrico de uma boca só, não queria actredirtar e perguntei à senhoria se era aquele o fogão no qual teriamos de cozinhar diáriamenteela, ela respondeu prontamente: É! Mas olhem só, a cozinha tem ar condicionadao, e eu pensei cá pra mim, oh, assim fico muito mais descansada, isso é muito mais indispensávcel !!!
O quarto ficava logo seguido da magnífica cozinha, e apesar de ser muito pequenino, parecia confortável e simpático, tinha duas caminhas e uma janela pequenina à cabeceira. Pena era que o roupeiro não estava neste aposento como seria de esperar, mas sim no hall, no espaço comum da senhoria.
Fomos então ver o WC, e aí foi a gargalhada geral, primeiro para lá irmos tinhamos de passar por uma sala da senhoria 2*2m, ah, e lá chegadas não nos podíamos esticar muito, pois este era desnivelado e tinhamos de nos manter aninhadas para não batermos com a cabeça no tecto.
Pois, mas ainda estava a faltar uma coisa... onde está afinal a máquina de lavar roupa? Não tem? Não acredito, somos do norte, não vamos a casa própriamente todos os fins de semana, temos de lavar a nossa roupa aqui... e comecei logo a imaginar-me no chuveiro aninhada de escovinha na mão a esfregar calças de ganga, iria ser de facto muito divertido...
Toda esta recepção foi maravilhosa, e era aprova que estava tudo a começar muito bem, fiquei para ali a pensar como iríamos nós viver ali? Tudo se iria arranjar com certeza... mas isso serão cenas dos próximos capítulos...

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